Motivos para não ser amante!

Os dias “especiais” como o Natal, Ano Novo, aniversários e Feriados são passados sem a pessoa, pois ela estará com a família .

Quando acordamos de um pesadelo, estamos em baixo, ou quando algo de especial nos acontece, a maioria das vezes não podemos chamar ou ligar para ele, pois está a dormir com a esposa e a nossa ligação seria uma “complicação”.

A nossa vida fica condicionada aos horários impostos para estar com ele e por vezes até para podermos telefonar, tudo consuante a sua disponibilidade.

Devemos estar mentalizadas que jamais faremos parte de planos e projetos do seu futuro, isso cabe à sua mulher e filhos, nós seremos sempre o seu passatempo descartável.

Tornaste uma pessoa clandestina, não há saídas com amigos, nem aqueles grupinhos de jantaradas, nada de idas ao cinema e teatro. Esses planos são para a mulher principal. Esquece as apresentações à família, óbvio! Para finalizar, muito raramente vão juntos a locais públicos, pois podem ser vistos juntos por alguém que conhece a “dita cuja”.

Os encontros amorosos serão 90% das vezes em motéis ou na tua casa, marcados em horário laboral, sempre ele a agendar a hora, pois não pode correr o risco de levantar suspeitas em casa. Acabamos por sair quase sempre prejudicadas tanto a nível profissional como pessoal, porque colocamos tudo em segundo plano, só para estar uma ou duas horas com o “homem dos nossos sonhos”. Abdicamos da nossa vida, colocamo-nos à mercê dele, mesmo sabendo que apenas somos um passatempo, mas preferimos viver na ilusão do que encarar a triste realidade.

Será que compensa ser a outra? Já para não falar do peso de consciência que se carrega, ao estar a contribuir para a destruição de um lar. Claro que depende dos valores morais de cada um, mas que é enorme, garanto.

Mais tarde, venho falar dos motivos que fazem as mulheres aceitam ser “a outra”.

Entretanto, gostava de saber a vossa opinião ética e moral em relação a “Ser amante”.

Muito obrigada por estarem aqui para mim, por lerem os meus desabafos e divagações. Um abreijo enorme a todas/os.

Meu maravilhoso ser

Estou aqui sentada a observar-te, a reparar o quanto já cresceste e a cada dia que passa te tornas mais linda em todos os aspetos. Tu és a prova que eu ainda faço algo bem. Eu vivo por ti e para ti, cada segundo da minha vida e é de ti, que tiro as forças […]

Meu maravilhoso ser

Nada de metas cumpridas!

Todo fim do ano, pareço um político que promete, promete e não cumpre nada.

Já estamos na segunda metade de 2021 e nem uma única meta cumprida sequer.

Este, pior que os anteriores, nem tentei, limitei-me a ficar simplesmente estagnada, sempre a inventar desculpas para ficar fechada em casa, sem fazer absolutamente nada, mal as tarefas mais básicas faço. Só saio para trabalhar quando as contas em alerta vermelho e logo assim que consigo, volto a fechar-me novamente entre quatro paredes e assim se passaram já seis meses.

Sinto-me uma completa fraude, procastino por tudo e por nada, não me sinto bem em lugar nenhum, nem com ninguém, para além da minha filha, que é graças a ela que ainda estou de pé. Devo-lhe isso. Até do apoio psicológico eu desisti, porque sentia que me estava a enganar a mim mesma, mas sinto-me tão à deriva, sem objetivos. Estou tão, mas tão frustrada comigo mesma.

Vamos ver se dou a volta por cima, mais uma vez, na minha vida e atingo, pelo menos uma parte das minhas metas. Onde está a força que tinha? Onde estás tu????

Metas para 2021

Objetivos para cumprir: 

  • Meditação em silêncio ou guiada, budismo (no templo Kadampa).
  • Dormir, descansar, evitar ansiedade.
  • Sentir-me em conexão comigo mesma.
  • Cultivar relacionamentos positivos, afastar o que não me faz crescer.
  • Apreciar algo belo em mim e cuidar fisicamente.
  • Cuidar de peso e alimentação saudavel com jejum intermitente
  • Deixar de fumar ou pelo menos diminuir (cigarro vapor)
  • Fazer contas aos ganhos/gastos e poupar o máximo.
  • Mentalizar afirmações positivas e objetivos futuros
  • Movimentar o corpo. caminhar, alongar-me e dançar
  • Manter foco e procurar proposito interior.
  • Escutar músicas que gosto.
  • Escrever um livro/ blog.
  • Ler livros e textos inspiradores.  -Valorizar bênçãos diárias e expressar sua gratidão. 

Coronavírus e prostituição

Desde que se iniciou esta pandemia, que pelos vistos, esta veio para ficar, a profissional do sexo ficou ainda mais desprotegida. Se já era doloroso a vida que praticávamos, com a vinda do Covid 19, piorou e bastante, acreditem!

Agora, além do sofrimento e abuso, tanto do corpo como da alma, existe o desespero e fome a juntar-se ao peso a suportar com este oficio.

Poucas de nós tínhamos guardado dinheiro suficiente para tantos meses de crise e quase sem clientes. Algumas conseguiram manter-se por casa até o dinheiro acabar, que foi o meu caso e outras viram-se obrigadas a correr o risco de serem contaminadas, pois ou era isso ou passariam fome, tanto elas como os filhos e famílias, em que na grande maioria, apenas elas são o sustento. Óbvio que se não tivesse forma de me sustentar também faria o mesmo, pois o medo de ver os filhos com fome é maior do que o contágio da doença.

E da mesma forma, mais cedo ou mais tarde, chega a hora em que a poupança acaba e lá vamos nós tentar ganhar algum dinheiro, sim, porque por pouco que seja é melhor que nada. Eu já estou nessa fase, em que tento economizar o pouco que ganho para conseguir cobrir, pelo menos as despesas mais importantes. A tentar arranjar solução e acordos de pagamento para aquilo que já se encontra em atraso.

A minha cabeça anda à roda de tanto pensar em tudo, mesmo sem ir trabalhar sinto-me tão cansada, exausta. A cada dia, o medo possui-me mais, apoderando-se de mim com uma rapidez estonteante. Se o futuro já antes era incerto, como será agora? Não vejo tendência para melhoras, mas também não irei baixar os braços, prometo-o a mim e à minha filha.

Vamos todos ficar bem!

Nada é mesmo nosso!

2020 ensinou-nos isso... Com tudo o que nos aconteceu desde março deste ano aprendi que não temos nada garantido na vida e que nem tudo, ou melhor, muito não depende de nós, mesmo que esteja diretamente e unicamente ligado à nossa pessoa.

Solidão ou solitude, qual será que estou a viver agora? Nem sei bem, pois se estou sozinha quero companhia e ao ter companhia, sinto-me incomodada, mas talvez seja por não ter a companhia certa. Mas se atualmente tiver que escolher uma das duas prefiro ficar sozinha, talvez posso estar a habituar-me a viver em plena solidão, a isolar-me social e emocionalmente.

Nunca fiquei sem tentar planear o meu futuro, de alguma forma, mas agora, mais do que nunca isso está fora do meu alcance e de todos nós. E atualmente ninguém o tem como fazer planos ou impôr metas, apenas estamos cobertos de medo, incertezas e dúvidas.

A falta de apoios, sem poupanças, nem família que me jogue a mão, caso eu caia, faz a minha ansiedade ficar em altas e uma angústia constante.

Aprendi que estamos mais sozinhos do que nunca e que só podemos contar com nós próprios. Que devemos aprender a aceitar quem somos, a forma como vivemos e acima de tudo, ser feliz com aquilo que temos no presente.

Ser a outra, a amante!

É aquela que nunca será apresentada ao círculo de amigos, nem à família. É a que passa o Natal e os restantes dias festivos sozinha e pouco fala sobre a sua relação aos seus familiares.

Sonha com um futuro risonho a dois, mesmo sabendo que nunca irá acontecer. Enfim, a outra é simplesmente a outra, pois para ele, ela nunca será a prioridade. Será a sua pastilha elástica que mastiga enquanto sabe bem, depois de amargar, cospe e deita no lixo, assim é a amante!

É completamente mentira quando falam que todas as amantes querem apenas dinheiro, prendas, sexo e diversão. Pode existir uma percentagem, sim, mas a grande maioria é carente de atenção, carinho e amor, sujeitando-se assim às condições impostas pelo parceiro, vivendo, por vezes, anos na ilusão de que um dia ele será exclusivamente dela e serão felizes para sempre. Vivem na mentira e na ilusão constante, na eterna espera pelo seu amado.

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